O Itaú BBA reitera sua recomendação de compra para as ações do Assaí (ASAI3), destacando a consistência da tese de fluxo de caixa livre (FCF) da empresa. Com a desalavancagem e a transferência de valor dos detentores de dívida para os acionistas como motores principais de criação de valor, a companhia gerou R$ 480 milhões de FCF no primeiro semestre de 2025, superando as expectativas.
A instituição mantém a recomendação outperform para o papel do Assaí e ajustou o preço-alvo para o final de 2026 em R$ 13 por ação, o que representa um potencial de valorização de 26%. Contudo, no curto prazo o desempenho das ações ficou aquém do esperado, impactado por um crescimento mais fraco na segunda metade do trimestre.
O BBA espera que os investidores reavaliem para baixo as estimativas de receita, devido à menor inflação de alimentos impulsionada pela valorização do real. A margem bruta, por sua vez, deve se manter resiliente, apoiada na otimização de preços e na marca própria. No entanto, o banco prevê um lucro líquido de R$ 1,315 bilhão para 2026, com uma revisão de 2% devido a tendências mais fracas de receita.
Analistas destacam a menor inflação de alimentos como a principal preocupação, impactando diretamente as vendas mesmas lojas (SSS) e podendo afetar a geração de FCF. Mesmo com ajustes, as vendas por m² de lojas maduras continuam abaixo da inflação de alimentos, mesmo após considerar a cesta interna do Assaí. A competição e o comportamento persistente de "trade-down" também impactam o desempenho da empresa.
O aumento das deduções no 2º trimestre de 2025 fez a receita líquida crescer cerca de 1 ponto percentual abaixo da receita bruta. Isso se deve à mecânica do regime de substituição tributária (ST), em que o ICMS é recolhido antecipadamente e incorporado ao custo dos produtos. No estado do RJ, a reclassificação contábil das deduções impactou o crescimento da receita líquida e inflou a margem bruta, evidenciando uma expansão mais modesta que em trimestres anteriores.
O BBA projeta que a lacuna em relação à inflação de alimentos só será fechada em 2027, com um crescimento de SSS de 4,3% para os anos de 2026 e 2027. A atenção se volta para o terceiro trimestre para identificar a tendência de curto prazo da empresa, especialmente diante da menor inflação de alimentos e do impacto nas vendas mesmas lojas. Com ajustes e projeções precisas, o mercado aguarda a evolução do Assaí e a capacidade da empresa de superar os desafios mencionados.
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