O atacarejo Assaí (ASAI3) anunciou durante seu Dia do Investidor uma série de estratégias focadas em gerar valor e enfrentar um cenário macroeconômico desafiador. Em meio a esse anúncio, as ações da empresa registraram queda de 2,73%, chegando a R$ 9,26 por volta do meio-dia (horário de Brasília).
Segundo a XP Investimentos, a empresa reconhece os desafios da dinâmica macroeconômica, com vendas mesmas lojas (SSS) abaixo da inflação a curto prazo. No entanto, mantém o foco em iniciativas estratégicas para otimizar ativos atuais e controlar as despesas administrativas e comerciais.
A diretoria revelou mais detalhes sobre os projetos de marca própria, farmácias e potenciais serviços financeiros, planejando fortalecer essas iniciativas ao longo de 2026. A XP continua recomendando a compra das ações da empresa.
Em um cenário de consumo fragilizado e demanda pressionada, o Bradesco BBI avalia positivamente as medidas adotadas pelo Assaí para otimizar ativos e ampliar sua atuação no mercado, mantendo a desalavancagem como prioridade. A estratégia de explorar novas categorias, ganhar eficiência e oferecer serviços financeiros é vista como promissora pelo banco.
Por outro lado, o BBI alerta para os riscos de execução e o estágio inicial dessas estratégias, o que pode levar os investidores a adotarem uma postura cautelosa. O banco mantém a recomendação de compra para as ações do Assaí, com um preço-alvo de R$ 13,00.
O Assaí reiterou a meta de encerrar 2025 com uma alavancagem de 2,6 vezes a Dívida Líquida/Ebitda e planeja manter a disciplina de gastos, com um capex estimado em R$ 700 milhões em 2026, abaixo dos anos anteriores. O BTG destaca que a tese de investimento depende de um crescimento nas vendas mesmas lojas, margens resilientes e disciplina de gastos para redução da alavancagem.
O banco aponta que a maturação das lojas, uma melhoria no capital de giro e a conversão de caixa fortalecem a perspectiva de fluxo de caixa livre para 2026, sustentando a recomendação de compra das ações, com um preço-alvo de R$ 14.
O BTG destaca o reequilíbrio entre crescimento, alocação de capital e gestão de balanço feito pelo Assaí, seguindo o processo iniciado em 2024. Já o Itaú BBA ressalta a melhoria na conversão de caixa e na desalavancagem, prevendo segmentos estruturados para serem mais leves em ativos e escaláveis.
Por sua vez, o JPMorgan destaca a visão positiva da administração do Assaí em relação ao segmento de produtos de saúde em supermercados, devido ao envelhecimento populacional e à margem bruta elevada. A empresa também enxerga potencial em categorias como higiene, perfumaria e cosméticos, planejando oferecer medicamentos a preços competitivos.
Em resumo, o Assaí está focado em eficiência, desalavancagem e estratégias para enfrentar um cenário desafiador, contando com o desenvolvimento de marca própria, expansão para novas categorias e aprimoramento de serviços para alcançar maior valor e destaque no mercado.
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