A Saudi Aramco divulgou uma diminuição no lucro líquido atribuível aos acionistas pelo décimo trimestre consecutivo, atingindo o menor valor em quatro anos, com 85,63 bilhões de riais (US$ 22,8 bilhões). A queda foi de 19% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O fluxo de caixa livre mais uma vez não foi suficiente para cobrir o dividendo, resultando em um aumento da dívida da empresa. A Aramco anunciou, no início do ano, a redução no dividendo para 2025 em cerca de um terço, lutando ainda para gerar caixa em meio à distribuição menor e aos preços mais baixos do petróleo.
Os preços do petróleo em Londres registraram uma média quase US$ 20 por barril mais baixa no segundo trimestre em comparação com o ano anterior. Isso afeta diretamente a receita da Aramco, que precisa de valores acima de US$ 90 por barril para equilibrar seu orçamento, de acordo com o Fundo Monetário Internacional.
A redução do dividendo total da empresa para US$ 21,36 bilhões no trimestre, em comparação com os US$ 31 bilhões do ano anterior, reflete a decisão da Aramco de diminuir a parte relacionada ao desempenho nesse pagamento. Enquanto isso, o fluxo de caixa livre caiu 20% no segundo trimestre, totalizando US$ 15,2 bilhões.
Para contornar a pressão financeira, a Aramco pretende permanecer ativa nos mercados de dívida, explorando novos tipos de instrumentos financeiros, como papel comercial ou emissões em diferentes moedas ou locais. A empresa está avaliando oportunidades de venda de ativos de infraestrutura para liberar capital e investir em outras áreas.
Mesmo com o aumento da produção nos últimos meses, liderado pela Arábia Saudita e seus aliados na OPEP, o CEO da Aramco está confiante no crescimento da demanda por petróleo no segundo semestre de 2025. Apesar das incertezas nos mercados, a empresa mantém suas metas de investimento entre US$ 52 bilhões e US$ 58 bilhões para o ano atual.
O mercado de petróleo enfrenta desafios com a previsão de um excedente considerável, com a Agência Internacional de Energia estimando um aumento na oferta. Isso reflete nas ações da Aramco, que caíram 14%, com um desempenho aquém das principais petroleiras ocidentais neste ano.
Enquanto isso, Exxon Mobil, Chevron, Shell e TotalEnergies apresentaram resultados mistos no segundo trimestre, com destaque para o aumento da produção. A Aramco busca estratégias para manter seu desempenho e gerar caixa, mesmo diante da instabilidade nos preços do petróleo e do cenário econômico global.
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