A petroleira PRIO (PRIO3) concluiu a aquisição de 40% de participação e da operação dos campos de Peregrino e Pitangola, consolidando sua participação total de 80% no consórcio, enquanto a Equinor permanece com os 20% restantes. A transação foi fechada por US$ 1,55 bilhão, com ajuste pela geração de fluxo de caixa e juros acumulados.
A XP Investimentos destaca que essa aquisição é significativa para a PRIO, acrescentando cerca de 40 mil barris de petróleo por dia à produção da empresa. Isso representa um aumento de quase 40% na produção atual da petrolífera, que agora atingirá cerca de 150 mil barris por dia.
A produção adicional em Peregrino deve contribuir com cerca de US$ 380 milhões em fluxo de caixa livre, aproximadamente 24% de rendimento sobre o preço de aquisição. Com as despesas financeiras adicionais para financiar o acordo, a transação deve acrescentar cerca de 5 pontos percentuais para o rendimento do Fluxo de Caixa do Acionista (FCFE) da PRIO. A XP prevê um rendimento do FCFE da PRIO entre 23% e 30% em 2026 e 2027, respectivamente.
O fechamento antecipado da primeira parte da operação permitirá que a PRIO assuma o controle operacional do ativo antes do previsto, acelerando a implementação de sinergias, ganhos de eficiência e redução de custos de extração nos próximos trimestres, conforme avaliação da Genial Investimentos.
O Goldman Sachs projeta que a transação elevará o fluxo de caixa livre sobre o valor da empresa (FCFy) em um dígito médio, podendo chegar a cerca de 30% em 2026. A corretora Genial Investimentos vê o evento como positivo, destacando a elevação da produção e geração de caixa da PRIO, além das sinergias a serem alcançadas.
O JPMorgan, por sua vez, considera o movimento como um dos principais catalisadores de curto prazo e alinhado à estratégia de fusões e aquisições da empresa. Com a produção consolidada acima de 150 mil barris por dia e um caminho para alcançar 200 mil barris diários, o banco mantém recomendação de compra para a PRIO, com preço-alvo de R$ 55.
Para o Bradesco BBI, o valor da transação ficou próximo às estimativas, com a antecipação do fechamento sendo considerada positiva para acelerar a captura de eficiências. A expectativa é de redução dos custos operacionais e contribuição para a redução do opex até o final de 2026.
Com a consolidação do campo de Peregrino e a entrada operacional de Wahoo previstas, a PRIO espera gerar cerca de US$ 3 bilhões por ano, aproximadamente 40% do valor de mercado atual do ativo. A empresa seguirá negociando com a Equinor em relação a possíveis compensações, podendo levar a discussão à esfera arbitral caso necessário.
A aquisição do campo de Peregrino representa um marco importante para a PRIO, impulsionando sua produção e posição no mercado de petróleo, refletindo positivamente nas projeções financeiras e estratégicas da empresa para os próximos anos.
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