As ações da Rumo (RAIL3) tiveram uma queda expressiva de 9,5% após a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2025 (2T25), acumulando uma baixa de 28% nos últimos doze meses.
O JPMorgan revisou suas estimativas para a Rumo, apontando desafios de curto e médio prazo que a empresa enfrenta, mas destacando que a baixa recente das ações parece injustificada. Apesar da falta de catalisadores imediatos, os analistas veem as ações sendo negociadas a um múltiplo atraente de 5,6 vezes o EV/Ebitda nos próximos doze meses, com cerca de 40% de desconto em relação aos níveis históricos.
Por outro lado, o Bradesco BBI manteve a recomendação de compra para as ações da Rumo, com um preço-alvo de R$ 29, destacando uma taxa interna de retorno (TIR) alavancada de 13,5% e o potencial de destravamento de R$ 3,20 por ação com o início da operação do projeto Lucas do Rio Verde em 2026.
O BBI reportou que o Ebitda ajustado da Rumo foi de R$ 2,3 bilhões no 2T25, superando as estimativas do banco em 4%. Os principais destaques incluíram perdas por impairment relacionadas à Operação Sul, redução do preço consolidado do frete em base anual, aumento nos volumes transportados e redução do capex em base trimestral.
Após a divulgação do balanço, a XP Investimentos reafirmou a Rumo como sua principal escolha no setor de transporte, com preço-alvo de R$ 27 e recomendação de compra. A XP destaca a assimetria positiva no múltiplo EV/Ebitda para 2025-2026 e condições favoráveis de oferta e demanda.
A XP ajustou suas estimativas para incorporar os resultados mistos do primeiro semestre de 2025, projetando um Ebitda de R$ 8,3 bilhões para 2025. A análise da XP ressalta a performance abaixo do esperado no Ebitda do 2T25, mas destaca melhorias nos custos e volumes positivos em julho de 2025.
Segundo uma compilação da LSEG com 12 casas de análises, 8 recomendam compra e 4 manutenção para RAIL3, com um preço-alvo médio de R$ 24,29, o que representa um potencial de alta de 53% em relação ao último fechamento das ações.
No geral, apesar dos desafios enfrentados pela Rumo no curto e médio prazo, analistas mantêm a recomendação de compra para as ações da empresa, destacando aspectos como o múltiplo atraente de negociação, o potencial de valorização e as condições favoráveis do setor de transporte. Ações de empresas do segmento logístico, como a Rumo, continuam sendo observadas de perto por investidores em meio às oscilações do mercado acionário.
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