Os mercados repercutem o fim do shutdown nos Estados Unidos, após o presidente Donald Trump sancionar o projeto de lei que encerra a paralisação mais longa da história do governo americano. A medida foi aprovada pela Câmara dos Representantes por 222 votos a 209, mantendo o financiamento do governo até 30 de janeiro e garantindo o pagamento retroativo aos funcionários afastados. A suspensão afetou serviços públicos essenciais, benefícios a famílias de baixa renda e o tráfego aéreo, gerando transtornos generalizados.
Segundo pesquisa Reuters/Ipsos, metade dos americanos responsabiliza os republicanos pelo impasse, enquanto 47% apontam os democratas como culpados. Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, está em Washington para se reunir com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, para discutir as tarifas impostas pelo governo Trump a produtos brasileiros como café e carne.
Vieira já se encontrou brevemente com Rubio durante a Cúpula do G7 no Canadá, reforçando a importância de avanços nas discussões comerciais. A expectativa é de definição dos próximos movimentos na relação comercial entre Brasil e Estados Unidos, principalmente relacionados às tarifas que afetam as exportações brasileiras.
No Brasil, os investidores estão de olho nos dados sobre o varejo, produção e vendas de veículos. Essas informações são essenciais para avaliar a atividade econômica e o comportamento do consumo no país. Já nos Estados Unidos, além do fim do shutdown, o mercado está atento ao discurso de Mary Daly, membro do Federal Open Market Committee (Fomc), previsto para as 10h.
No cenário corporativo, empresas como Banco BMG, Nubank, Cemig, CPFL Energia, Localiza, Light, Marisa, JBS e Marfrig divulgam resultados do terceiro trimestre de 2025. Esses balanços têm potencial para movimentar o mercado de ações e influenciar a percepção dos investidores sobre o desempenho dessas companhias.
No âmbito político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem uma série de reuniões agendadas para esta quinta-feira. Entre os compromissos, destaca-se o encontro com ministros e autoridades do governo, como Geraldo Alckmin, Rui Costa, Ricardo Lewandowski, Fernando Haddad, Renan Filho, Camilo Santana, Wellington Dias, Waldez Góes e Gleisi Hoffmann.
Além disso, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa de palestras em Brasília, enquanto o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino Santos, será palestrante em um evento da Febraban em São Paulo. Essas participações em eventos representam a atuação do BC no cenário econômico e financeiro do país.
Em relação a notícias internacionais, parlamentares democratas divulgaram e-mails que questionam a relação de Donald Trump com Jeffrey Epstein, gerando um novo escândalo para o presidente. Enquanto isso, a inflação na Argentina acelerou para 2,3% em outubro, acumulando alta de 31,3% em 12 meses. Esses eventos internacionais têm impacto nos mercados globais e podem influenciar as decisões dos investidores.
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou que o Banco Central pode cortar a Selic até janeiro e que a inflação deve cair para o centro da meta em 2026. Ela manteve a meta fiscal de superávit de 0,25% do PIB para o próximo ano e descartou alterações. Nas discussões legislativas, o Senado aprovou um projeto que proíbe descontos associativos irregulares em benefícios do INSS, com expectativa de sanção presidencial e possíveis vetos.
O cenário econômico e político nacional e internacional apresenta uma série de acontecimentos relevantes, que vão desde o fim do shutdown nos EUA, passando por negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, até resultados de empresas e tendências econômicas. Esses eventos têm impacto direto nos mercados financeiros e na tomada de decisão dos investidores, refletindo a dinâmica do cenário atual.
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