Após "efeito Trump", taxas de DIs encerram o dia em leve alta de correção

Taxas dos DIs apresentam leves altas após recuo firme

As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) encerraram a quarta-feira com ligeiras altas, em um dia de correção após a queda acentuada vista no dia anterior, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, mencionou a intenção de se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Na sessão, em que o dólar também teve alta em relação ao real, a taxa do DI para janeiro de 2027 ficou em 14,015% no final da tarde, enquanto a taxa para janeiro de 2028 alcançou 13,28%.

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Entre os contratos de prazo mais longo, a taxa para janeiro de 2030 subiu para 13,275%, e o contrato para janeiro de 2035 registrou uma taxa de 13,43%.

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Efeito nos mercados após elogio de Trump a Lula

Na terça-feira, tanto o dólar quanto as taxas dos DIs tiveram quedas significativas após os comentários de Trump elogiando Lula e indicando uma possível reunião na próxima semana, o que reduziu o temor de novas medidas econômicas dos EUA contra o Brasil.

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Com o desaparecimento do efeito direto das declarações de Trump na Assembleia Geral da ONU, os investidores corrigiram posições no mercado de DIs, aguardando os eventos posteriores na semana.

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Movimentações no mercado de DIs e nos Treasuries

As taxas dos DIs iniciaram o dia em alta, impulsionadas também pelo avanço dos rendimentos dos Treasuries no exterior, que refletiram os comentários cautelosos de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, sobre o ciclo de corte de juros, feitos na terça-feira.

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No Brasil, enquanto os investidores aguardavam a divulgação de indicadores como o IPCA-15 de setembro e o Relatório de Política Monetária do Banco Central para o dia seguinte, nos Estados Unidos seriam divulgados dados de auxílio-desemprego e Produto Interno Bruto (PIB).

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Expectativas para a taxa básica de juros no Brasil

À medida que a sessão se encaminhava para o fechamento, a curva a termo brasileira indicava uma probabilidade de 99% de manutenção da Selic em 15% na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, no início de novembro.

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Durante uma audiência na Câmara dos Deputados, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou a importância da aprovação da medida provisória 1303, que altera a taxação de aplicações financeiras, para equilibrar o Orçamento de 2026 sem cortes em emendas parlamentares e programas sociais.

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Cenário internacional e impactos nos mercados

No cenário internacional, às 16h35, o rendimento do Treasury de dez anos - referência global para decisões de investimento - estava em alta, a 4,147%. A expectativa de manutenção da taxa de juros doméstica, a movimentação dos Treasuries e os desdobramentos políticos nacionais e internacionais continuavam a influenciar o comportamento dos mercados financeiros.

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