Após cancelamento de entrevista de Bolsonaro, Taxas dos DIs registram leve queda

Taxas de DIs fecham com leves baixas após cancelamento de entrevista de Bolsonaro

Na terça-feira (23), as taxas dos DIs encerraram o dia com pequenas quedas, em reação ao cancelamento da entrevista do ex-presidente Jair Bolsonaro, que estava programada para o início da tarde. Essa desistência contrabalançou a pressão de alta na curva de juros provocada pela divulgação do IPCA-15 de dezembro, que mostrou a aceleração da inflação de serviços no Brasil.

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No final da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,27%, com redução de 2 pontos-base em relação ao ajuste anterior. Enquanto a taxa para janeiro de 2035 marcava 13,7%, com recuo de 4 pontos-base em comparação ao ajuste anterior.

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IPCA-15 abaixo do esperado, mas inflação de serviços ainda preocupante

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15 subiu 0,25% em dezembro, ligeiramente abaixo da expectativa dos economistas. Apesar desse resultado, a inflação de serviços apresentou aceleração, com destaque para os serviços intensivos em mão de obra.

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A taxa do IPCA-15 em 12 meses encerrou o ano com avanço acumulado de 4,41%, dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação. Mesmo assim, o dado revela um cenário ainda distante do centro da meta de 3%.

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Mercado reage ao cenário político e econômico do país

A abertura do IPCA-15 mostrou resultados abaixo das projeções, com inflação de serviços em destaque. A taxa do DI para janeiro de 2028 chegou a subir para 13,395% nas primeiras horas de negociação, mas recuou após o cancelamento da entrevista de Bolsonaro, trazendo alívio para o mercado.

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O cancelamento da entrevista, considerada um potencial evento de confirmação da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência em 2026, impactou positivamente os rendimentos dos Treasuries, o dólar e o Ibovespa. Profissionais do mercado citaram esse fato como um elemento de alívio.

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Perspectivas para a taxa básica de juros

Apesar do movimento no dia, a curva de juros continuou precificando uma maior probabilidade de o Banco Central manter a taxa Selic em 15% no final de janeiro. A expectativa é de que a taxa permaneça nesse patamar, com cerca de 70% de chances, enquanto a probabilidade de corte de 25 pontos-base é de 30%.

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No cenário global, o rendimento do Treasury de dez anos manteve-se estável, a 4,171%, influenciando as decisões de investimento. Com a proximidade do Natal, o mercado brasileiro de DIs não operará na quarta-feira, enquanto os Treasuries seguirão sendo negociados nos Estados Unidos até às 16h (horário de Brasília). Ambos os mercados ficarão fechados na quinta-feira.

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Conclusão

O cenário econômico e político brasileiro segue sendo acompanhado de perto pelos investidores, com a repercussão de eventos como o cancelamento de entrevistas de figuras públicas e os dados de inflação. A decisão do Banco Central sobre a taxa Selic no final de janeiro também é aguardada com grande expectativa, refletindo as incertezas e oscilações do mercado financeiro.

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