Após alta de “gigantes”, rotação para small caps está mais perto de acontecer na B3

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Analistas veem desempenho mais democrático entre as ações brasileiras

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Lara Rizério

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09/02/2026 17h03 •

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Atualizado 13 minutos atrás

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Small caps (Reprodução: InfoMoney)

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O ano de 2026 começou com o Brasil no centro do mapa dos investidores globais. Em relatório a clientes, o Santander destaca que ações, câmbio e fluxos de capital pintam um quadro “claramente construtivo” para os ativos locais, em um movimento que combina juros ainda elevados, perspectiva de cortes à frente e forte apetite estrangeiro por risco.

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O Ibovespa encostou em máximas históricas na virada de janeiro e, para o banco, o Brasil se consolidou como uma das histórias de bolsa mais atraentes dentro do universo de mercados emergentes.

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Mais do que o nível do índice, o que chama a atenção é a amplitude do rali. Segundo o Santander, 82% das ações da B3 já operam acima da média móvel de 200 dias, sinal de que a alta está mais “democrática” e deixou de se concentrar em poucos nomes grandes. Small caps e mid caps começaram a ganhar tração, em linha com um movimento global em que empresas menores passaram a superar as grandes desde o início do ano.

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Mesmo assim, o banco lembra que esse universo ainda carrega atraso relevante no acumulado de vários anos e segue bem abaixo dos picos de ciclos anteriores. Historicamente, esse tipo de papel tende a ficar para trás em fases iniciais de rali, dominadas por fluxo passivo e compras em grandes índices, e só passa a liderar quando a alocação ativa aumenta e o ciclo doméstico melhora.

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Dólar em queda, estrangeiro em pesoO câmbio é hoje uma das expressões mais visíveis dessa mudança de humor. O dólar caiu para perto de R$ 5,25, no menor nível desde meados de 2025, acumulando valorização de cerca de 4% para o real só em janeiro. Juros reais elevados, preços de commodities ainda firmes e maior previsibilidade de política econômica mantêm o Brasil no radar dos grandes fundos globais.

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Os números de fluxo mostram isso: R$ 26,3 bilhões de capital estrangeiro entraram na Bolsa brasileira em janeiro, mais do que todo o volume de 2025. Esse ímpeto foi suficiente para compensar as saídas dos investidores locais e se tornou o principal motor dos preços.

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Por enquanto, porém, o estrangeiro segue concentrado em blue chips e nomes pesados de índice, o que explica a liderança das grandes empresas. O Santander ressalta que, em ciclos anteriores, quando os fluxos atingiram essa magnitude e o ciclo de juros virou, houve rotação para empresas menores, mais ligadas à economia doméstica e mais sensíveis à queda de juros e à melhora das expectativas de crescimento.

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Na avaliação do banco, o mercado brasileiro pode estar justamente nesse ponto de transição: saindo de uma primeira fase, puxada por câmbio, valuation e fluxo passivo, para uma segunda etapa em que fundamentos, seletividade e ciclicidade doméstica ganham peso maior.

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Rali forte, mas espaço para realização de curto prazoO relatório ressalta que o momentum da bolsa segue positivo e a melhora da amplitude – com mais ações participando da alta – é um sinal saudável. Ao mesmo tempo, o ritmo acelerado do rali em janeiro aumenta a probabilidade de uma correção ou consolidação de curto prazo, vista como “normal e até construtiva” depois de um começo de ano tão forte.

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Na visão do Santander, os riscos mais relevantes não estão em uma realização técnica, mas em eventuais choques na narrativa macro:

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uma nova rodada de pressão inflacionária,

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desaceleração brusca do crescimento global,

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ou uma mudança abrupta nas expectativas sobre a política monetária dos EUA.

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O banco também aponta que o segmento de commodities começa a ficar “congestionado”, com posição comprada elevada, o que tornaria qualquer correção um teste importante para o humor dos investidores.

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Lara Rizério

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Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.

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