Após a tempestade, a calmaria? JPMorgan alerta contra otimismo com alívio de Trump
JPMorgan prevê até US$ 30 bilhões em vendas automáticas de ações, enquanto bancos projetam dias de volatilidade e cautela após o recuo de Trump sobre a China
Paulo Barros
13/10/2025 11h22 •
Atualizado 12 minutos atrás
O presidente dos EUA, Donald Trump, pisca ao anunciar um acordo entre os dois países com o primeiro-ministro britânico Keir Starmer (não mostrado na foto) durante uma coletiva de imprensa em Chequers, ao final de uma visita de Estado em 18 de setembro de 2025, em Aylesbury, Reino Unido. Leon Neal/Pool via REUTERS
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Mesmo com a recuperação desta segunda-feira (13), o JPMorgan avalia que o sobe e desce dos mercados deve continuar nos próximos dias. Segundo o banco, o salto na volatilidade implícita e realizada na sexta-feira fará com que fundos com metas de volatilidade reduzam sua alavancagem de cerca de 77% para 61%, o que pode gerar vendas adicionais de até US$ 30 bilhões em ações, mesmo que o mercado siga se recuperando.
O movimento ocorre após o tombo de sexta, quando as ameaças de Trump sobre novas tarifas contra a China provocaram liquidações automáticas de carteiras sistemáticas e fundos alavancados.
A Goldman Sachs também aponta que o episódio ampliou a incerteza, com investidores avaliando se o recuo de Trump, que disse que “tudo ficará bem” e que os EUA “não querem prejudicar a China”, representa apenas uma pausa tática antes das negociações na APEC. O banco acredita que o risco de novas restrições comerciais aumentou, mas vê espaço para prolongar a trégua tarifária.
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Para Matthew Ryan, da Ebury, os mercados estão “cautelosamente confiantes” de que as ameaças de Trump tendem a ser mais retóricas do que práticas, o que sustenta parte da recuperação.
Na prática, os próximos dias devem ser marcados por ajustes técnicos e oscilações rápidas, com investidores buscando entender se o alívio atual representa um ponto de virada ou apenas mais uma pausa na gangorra EUA–China.
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Paulo Barros
Jornalista, editor de Hard News no InfoMoney. Escreve principalmente sobre economia e investimentos, além de internacional (correspondente baseado em Lisboa)
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