Analistas apontam que produção de soja do Brasil se manteria competitiva mesmo sem tarifas da China para os EUA

Soja brasileira mantém competitividade mesmo sem tarifas da China para EUA

Analistas do mercado agrícola afirmam que, mesmo sem as tarifas chinesas de 13% para a soja dos Estados Unidos, o produto brasileiro continua mais competitivo. A redução tarifária anunciada por Pequim não foi capaz de equiparar os preços das duas origens.

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De acordo com especialistas, essa situação surge em um momento de entressafra no Brasil, após o país ter consumido e exportado boa parte de sua safra recorde de 2025. A competitividade do Brasil como maior produtor e exportador global de soja fica evidente diante do seu principal concorrente, os EUA, que têm perdido mercado devido a disputas comerciais com a China.

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Brasil se destaca como principal fornecedor de soja para a China

A China, maior importador global, foi destino de quase 80% de todas as exportações de soja do Brasil de janeiro a outubro. Esse percentual supera até mesmo o índice de 2019, após a primeira guerra comercial entre Pequim e Washington. Nos últimos três meses, com os EUA excluídos do mercado chinês devido às altas tarifas, a participação da soja brasileira nas exportações para a China atingiu entre 88% e 94%.

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Preços favorecem soja brasileira em relação à norte-americana

O preço da soja brasileira é mais atrativo para os compradores chineses, mesmo sem a incidência da tarifa de 13% sobre a soja dos EUA. Nesse cenário, a produção recorde de soja no Brasil em 2025 projeta um novo recorde para 2026, com volumes significativos da safra nova chegando aos portos exportadores a partir de fevereiro.

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Segundo a empresa especializada em dados Barchart, a soja brasileira colocada nos portos chineses é cotada a US$29,10 por saca de 60 kg, enquanto a soja norte-americana está a US$30,70/saca. Isso demonstra a vantagem competitiva do produto brasileiro mesmo sem a incidência da tarifa chinesa para a soja dos EUA.

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Expectativas para a produção brasileira de soja em 2026

Mesmo com as recentes compras da China de produtos agrícolas dos EUA, o Brasil continua sendo a preferência na importação de soja. Analistas apontam que a soja brasileira manterá sua competitividade, principalmente no primeiro semestre de 2026, embora os EUA possam atender parte da demanda chinesa entre novembro e janeiro.

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Os prêmios para embarque em dezembro no porto de Paranaguá estão em torno de US$1,20 por bushel, indicando escassez no Brasil durante a entressafra. Já para a exportação em março, os prêmios estão negativos em US$0,10, mostrando a expectativa de uma grande safra em 2026.

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Conclusão: Brasil se mantém como principal fornecedor de soja para a China

Apesar do acordo entre China e EUA e da redução das tarifas para a soja norte-americana, o Brasil permanece como a escolha primária da China para importações de soja. A competitividade do produto brasileiro, aliada à expectativa de uma nova safra recorde em 2026, favorece a manutenção dessa preferência e ressalta a posição de destaque do Brasil como líder na produção e exportação global de soja.

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