O banco Itaú BBA reafirmou sua recomendação de compra (outperform) para as a ações da Vale, com um preço-alvo de US$ 13 para o ADR e R$ 74 para as ações negociadas na B3 até o final de 2025. Segundo o relatório divulgado, a mineradora possui quatro frentes que podem impulsionar seus resultados e valor nos próximos anos.
Entre esses vetores de crescimento destacados pelo Itaú BBA, estão o equilíbrio no mercado de minério de ferro, a expansão da produção de cobre, ajustes estratégicos no negócio de níquel e uma política de alocação de capital focada em recompras de ações.
A Vale estima preços entre US$ 90 e US$ 100 por tonelada para o minério de ferro nos próximos anos, sustentados por uma balança equilibrada entre oferta e demanda. A entrada em operação de Simandou, na Guiné, prevista para o fim de 2025, deve ter um impacto limitado nos preços, compensando a queda na qualidade do minério exportado por Austrália e Brasil.
A empresa busca maior flexibilidade operacional para ajustar sua oferta conforme a demanda, com foco especial na China e sua indústria de manufatura e exportações. Espera-se que um eventual recuo na produção de aço chinesa seja compensado por Índia e países do Sudeste Asiático.
O cobre é apontado como a principal alavanca de crescimento da Vale, com a produção prevista para dobrar, passando de 350 mil para 700 mil toneladas anuais até 2035. Esse crescimento será impulsionado por projetos internos, como expansões em Carajás e novos empreendimentos. Fusões e aquisições ficam em segundo plano, com foco em investimentos no Brasil, Canadá e América do Sul.
No segmento de níquel, a Vale busca reduzir custos totais, incluindo manutenção, visando atingir o equilíbrio de caixa até o final de 2026. Enquanto as operações no Brasil e Indonésia já são eficientes, os ativos no Canadá demandam ajustes para otimização.
No segundo trimestre, a Vale encerrou com uma dívida líquida expandida de aproximadamente US$ 17,4 bilhões, mas espera-se que esse montante seja reduzido no segundo semestre com uma geração de caixa mais forte. Caso o preço do minério se mantenha próximo a US$ 100 por tonelada, a mineradora poderá atingir sua meta de dívida, abrindo espaço para dividendos extras ou recompras de ações.
Com base nesses pontos apresentados, o Itaú BBA mantém a recomendação de compra para a Vale, com um olhar positivo para o desempenho futuro da empresa e seu potencial de crescimento nos próximos anos.
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