Amorim adverte sobre possibilidade de conflito em escala global se EUA intervirem militarmente na Venezuela

Assessor de Lula alerta para possibilidade de conflito na América Latina

Celso Amorim, assessor especial de política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fez um alerta contundente sobre as tensões entre Estados Unidos e Venezuela. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, Amorim destacou que uma intervenção militar norte-americana na Venezuela poderia desencadear um cenário similar ao da Guerra do Vietnã, com implicações regionais e globais.

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Amorim criticou a decisão de Donald Trump de fechar o espaço aéreo venezuelano, classificando-a como um "ato de guerra" e "totalmente ilegal". Ele expressou preocupação com a rápida escalada da crise e ressaltou a importância de evitar que a América do Sul se envolva em um conflito armado.

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O assessor apontou que uma intervenção externa na Venezuela poderia unificar a resistência na região, mesmo entre governos com divergências em relação a Nicolás Maduro. Amorim enfatizou que o continente sul-americano tem uma história de resistência contra invasores estrangeiros e alertou que permitir invasões baseadas em eleições contestadas poderia criar um cenário caótico global.

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Apesar de o Brasil não ter reconhecido o resultado da eleição que reelegeu Maduro, Amorim afirmou que o governo Lula não apoia mudanças de regime impostas pela força. Ele destacou que qualquer decisão de Maduro de deixar o poder deve ser pessoal, sem imposições externas.

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Amorim mencionou a possibilidade de Maduro buscar exílio em outros países, como o Brasil, mas não confirmou essa hipótese. Ele lembrou que o asilo é uma prática latino-americana, citando o caso do ex-presidente equatoriano Lucio Gutiérrez, acolhido pelo Brasil em 2005.

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Sobre a situação atual, Amorim expressou esperança de que Trump busque uma solução diplomática para o impasse, sugerindo a realização de um novo referendo na Venezuela, semelhante ao de 2004, quando Hugo Chávez foi mantido no cargo após consulta popular. O diplomata ressaltou que não é possível prever o resultado de uma nova votação.

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As tensões entre Estados Unidos e Venezuela têm aumentado recentemente, com o governo Trump aumentando a recompensa pela captura de Maduro, movimentando navios de guerra para a região e acusando embarcações venezuelanas de tráfico de drogas. Relatos mencionados pelo jornal indicam que Trump teria dado um ultimato para Maduro durante uma ligação telefônica em 21 de novembro.

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Diante desse contexto, a preocupação com um possível conflito armado na América do Sul se intensifica, levando especialistas e autoridades a apelarem por soluções diplomáticas para evitar uma escalada que poderia ter consequências devastadoras para a região e além.

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