A Americanas (AMER3) divulgou um prejuízo líquido de R$ 98 milhões no segundo trimestre deste ano, conforme anunciado na noite da última terça-feira. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o prejuízo atingiu R$ 1,85 bilhões, houve uma redução considerável.
No período em questão, a varejista apresentou um lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) ajustado de R$ 329 milhões, representando um crescimento de 1.216% em relação ao mesmo trimestre de 2024. Sem o ajuste, o Ebitda totalizou R$ 304 milhões, em comparação a um resultado negativo de R$ 53 milhões no segundo trimestre do ano anterior.
De acordo com a diretora Financeira (CFO) Camille Faria, o resultado reflete avanços operacionais, além de uma base de comparação afetada, no ano passado, por despesas financeiras. Faria também esclareceu que o prejuízo do segundo trimestre de 2024 foi impactado por um efeito contábil, relacionado ao processo de renovação da dívida da empresa naquela época.
A receita líquida da Americanas no trimestre encerrado em junho alcançou R$ 3,843 bilhões, apresentando um crescimento de 24,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse avanço foi impulsionado pelo crescimento de dois dígitos nas vendas em mesmas lojas e por ações de otimização de sortimento e preços.
O presidente da Americanas, Leonardo Coelho, destacou que a melhora nos resultados foi acompanhada por avanço de margens e redução nas despesas de vendas, gerais e administrativas no semestre, que ficaram abaixo de 30% da receita líquida, o menor nível desde o início da crise em 2023.
Em relação aos canais de vendas, a empresa tem adotado um modelo mais enxuto, integrando o digital à operação física e diminuindo a atuação de vendedores externos. O volume bruto de mercadorias (GMV) atingiu R$ 5,2 bilhões no segundo trimestre, com destaque para o crescimento do varejo físico e uma queda no segmento digital.
A Americanas tem focado em estratégias como o "ship from store", em que as vendas online são atendidas a partir do estoque das lojas físicas, e o "pick up in store", que permite ao cliente comprar online e retirar o produto na loja. Essas iniciativas visam integrar os canais físico e online, reduzir os prazos de entrega e proporcionar mais conveniência aos consumidores.
Em 2023, a varejista enfrentou uma fraude contábil bilionária, resultando em um prejuízo de R$ 2,27 bilhões ao final do ano. No ano seguinte, em 2024, a empresa reverteu o cenário, registrando um lucro de R$ 8,231 milhões.
Diante desses resultados e das estratégias adotadas, a Americanas busca se recuperar de desafios passados e continuar inovando para se manter competitiva no mercado varejista.
(com base em informações do Estadão Conteúdo)
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