Ambipar revela "descobertas de irregularidades" e solicita recuperação judicial após queda de 20% da AMBP3

Ambipar pede recuperação judicial após descoberta de irregularidades

A Ambipar (AMBP3) anunciou o pedido de recuperação judicial no Rio de Janeiro e nos EUA, citando a descoberta de "irregularidades" em operações financeiras. Isso ocorreu após enfrentar pressão da Justiça e ameaças de vencimentos antecipados de R$10 bilhões em dívidas.

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As ações da empresa despencaram mais de 20%, partindo de uma queda inicial de quase 14%, chegando a valer menos de cinquenta centavos de real. A Ambipar vinha tentando evitar a cobrança de garantias adicionais do Deutsche Bank, que poderiam desencadear vencimentos antecipados em contratos derivativos.

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Irregularidades afetam confiança do mercado

A diretoria financeira da Ambipar contratou operações de swap, e a renúncia súbita do antigo diretor financeiro agravou a situação. A descoberta dessas irregularidades abalou a confiança do mercado na empresa, levando alguns credores a pedirem antecipação de vencimento de dívidas, aumentando o risco de vencimento cruzado de outras obrigações.

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A Ambipar é uma das maiores empresas de gestão de resíduos e resposta a emergências ambientais na América Latina. Com um rápido crescimento nos últimos anos, impulsionado por cerca de 70 aquisições.

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Recuperação judicial também nos EUA

Além do pedido feito no Brasil, a Ambipar solicitou recuperação judicial nos Estados Unidos, abrangendo a Ambipar Emergency Response, uma das principais operações do grupo. Os controladores da empresa são o fundador Tércio Borlenghi Junior (43,85%) e o fundo de investimento em participações Everest (23,83%).

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Segundo relatório do UBS BB, a Ambipar opera em duas divisões: serviços de resposta a emergências e incidentes ambientais, e gestão ambiental de longo prazo. Competidores podem aproveitar o momento para desafiar a posição da empresa no mercado.

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Queda das ações e mudanças na diretoria financeira

A saída de João de Arruda da diretoria financeira provocou uma forte queda nas ações da Ambipar no final de setembro. Ele foi substituído por Ricardo Garcia, que assumiu as funções de diretor financeiro e de relações com investidores. A empresa também mencionou um inquérito criminal para investigar as condutas do antigo diretor financeiro.

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A Ambipar afirmou que foi alvo de um "ataque orquestrado, capitaneado por short sellers" por meio de aditivos a contratos de swap relacionados à emissão de "green bonds". Contratou a FTI Consulting para investigar e busca penas e reparações civis pelos prejuízos causados.

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Desafios e comparações com empresa americana

Este é o segundo caso de recuperação judicial envolvendo uma grande empresa que acusa ex-executivos de irregularidades. Em 2023, a Americanas enfrentou um dos maiores processos do tipo da história do país, na Justiça do Rio de Janeiro, por fraude contábil.

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A Ambipar opera em 14 países, com 37% da receita líquida vinda do Brasil e 48% da América do Norte, onde realizou diversas aquisições pós-IPO. A empresa estreou na bolsa com ação a cerca de R$25 e expandiu para 40 países após a abertura de capital.

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Conclusão

A situação da Ambipar reflete o impacto das irregularidades financeiras descobertas na empresa, levando-a a solicitar a recuperação judicial no Brasil e nos EUA. As consequências das investigações e mudanças na diretoria podem influenciar significativamente seu futuro e sua reputação no mercado.

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