Ambipar (AMBP3) sofre forte queda de 30% após comunicado e encontro do ex-CFO com CVM

Ações da Ambipar (AMBP3) despencam 30% após nota e reunião com CVM

As ações da Ambipar (AMBP3) sofreram uma queda brusca de mais de 30% nesta segunda-feira (6), após a empresa prestar esclarecimentos à Justiça do Rio de Janeiro em relação a um processo que busca manter uma decisão cautelar. O objetivo é impedir que bancos credores adotem medidas que possam inviabilizar as operações da companhia. Por volta das 12h39, os papéis estavam cotados a R$ 0,97, representando uma baixa de 30,71%. Em um mês, a desvalorização já ultrapassa os 92%.

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A Ambipar reafirmou sua confiança de que a Justiça manterá a medida em vigor até a apresentação do pedido de recuperação judicial. A empresa destaca a importância de preservar suas atividades, empregos, contratos ambientais e contribuição econômica ao país.

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Além disso, a notícia de um encontro entre o ex-CFO da Ambipar, João Daniel Pirran de Arruda, e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também impactou negativamente as negociações na bolsa. Arruda compareceu à audiência acompanhado de representantes de dois escritórios de advocacia renomados.

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Crise da Ambipar: queda expressiva e possíveis medidas

Na última sexta-feira (3), a Ambipar registrou uma desvalorização de 54%, acumulando uma perda de 90% em um mês. Diante desse cenário preocupante, a empresa está avaliando a possibilidade de entrar com um pedido de recuperação judicial tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, onde grande parte de suas dívidas e garantias estão concentradas.

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A crise teve início com mudanças em um contrato de empréstimo no valor de US$ 35 milhões firmado com o Deutsche Bank, as quais teriam desequilibrado as finanças da empresa. Os credores buscam esclarecimentos sobre o paradeiro do caixa de R$ 4,7 bilhões reportado pela Ambipar, sendo que até o momento apenas cerca de R$ 430 milhões foram identificados.

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Além disso, surgiram indícios de irregularidades em um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) no qual a Ambipar afirma ter parte significativa de seu caixa, levantando preocupações acerca de possíveis operações duvidosas de partes relacionadas à companhia.

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Rebaixamento dos ratings pela S&P Global Ratings

Em meio a essas notícias negativas, a S&P Global Ratings rebaixou os ratings de crédito da Ambipar em escala global para emissor e emissão, classificando-os como ‘D’ (default), sinalizando uma situação de inadimplência. O cenário atual da empresa levanta dúvidas profundas sobre sua saúde financeira e coloca em dúvida a continuidade de suas operações.

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Portanto, a Ambipar enfrenta um momento de extrema instabilidade no mercado, com ações sendo fortemente impactadas por uma série de eventos que destacam desafios significativos em sua gestão financeira e transparência em suas operações. A trajetória de queda acentuada reflete a desconfiança dos investidores e a necessidade urgente de soluções para reverter o atual cenário adverso.

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