A abertura do pregão desta segunda-feira, 28, foi marcada por uma certa desanimada no Ibovespa, mesmo com a valorização de índices de ações do Ocidente e do petróleo. A cautela dos investidores devido ao tarifaço dos Estados Unidos pesou no mercado, assim como o recuo do minério de ferro em 1,75% em Dalian, para US$ 109,64 por tonelada.
Por outro lado, o novo arrefecimento nas projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2025 e 2026, com uma desaceleração de 0,01 ponto porcentual, para 5,09% e 4,44%, respectivamente, também contribuiu para o cenário de cautela. No entanto, essa redução não deverá alterar a expectativa de manutenção da Selic em 15% pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira.
Enquanto o Brasil busca negociar um acordo com os EUA sobre as tarifas impostas aos produtos brasileiros, o avanço nas relações com a União Europeia trouxe certa tranquilidade aos mercados externos. Por outro lado, as declarações de Trump indicando a imposição de novas tarifas sobre produtos importados de outros países, incluindo o Brasil, mantêm os investidores em alerta.
Economistas e analistas apontam que caso as tarifas de 50% sobre o Brasil entrem em vigor no próximo dia 1º, o impacto será sentido no mercado brasileiro. A expectativa é de que o Ibovespa siga sem impulso, especialmente após a correção do minério de ferro e a distância do pico acima dos 140 mil pontos verificado em junho.
Diante da possibilidade de implementação das tarifas, o governo prepara um plano com mais de 30 medidas para atenuar os efeitos, incluindo linhas de crédito para setores afetados e compras governamentais. Além disso, o cenário global também terá impactos, com a divulgação da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed) e dados de inflação na Europa.
No cenário nacional, empresas como Telefônica Brasil, Bradesco, CSN, Gerdau, Santander Brasil e Vale divulgarão seus balanços do segundo trimestre. Com o fechamento do Ibovespa na última sexta-feira em queda, o mercado permanece atento às movimentações nos próximos dias, com destaque para os desdobramentos das negociações comerciais e as decisões dos bancos centrais tanto no Brasil quanto no exterior.
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