Os contratos futuros do petróleo encerraram em alta, impulsionados pelas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um prazo reduzido para a Rússia chegar a um acordo com a Ucrânia. A notícia também foi impactada pelo acordo entre EUA e União Europeia e pela reunião entre autoridades americanas e chinesas em Estocolmo.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para setembro fechou com avanço de 2,37%, a US$ 66,71 o barril, enquanto o Brent para outubro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), teve alta de 2,45%, atingindo US$ 69,32 o barril.
Trump reafirmou sua intenção de reduzir o prazo de 50 dias para a Rússia chegar a um acordo com a Ucrânia, ameaçando impor sanções secundárias caso isso não ocorra. O vice-chefe do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, classificou a postura do presidente americano como uma ameaça de guerra.
Caso as tarifas secundárias sejam imposta e haja uma redução significativa nos fluxos de energia russos, os preços globais de energia tendem a subir, conforme avaliação da Capital Economics. A Rússia já proibiu exportações de gasolina até o final de agosto devido a ataques de drones e sanções ocidentais.
Além disso, o acordo entre EUA e UE prevê investimentos expressivos: o bloco europeu planeja injetar US$ 600 bilhões no país durante o mandato de Trump, além de comprar US$ 750 bilhões em energia americana até 2028. Trump também expressou o desejo de que a China abra mais seu mercado.
Por outro lado, um painel da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) reforçou a importância de todos os países participantes cumprirem integralmente os cortes de produção de óleo acordados.
Em um cenário de incertezas geopolíticas e acordos comerciais, o mercado de petróleo permanece volátil, refletindo as expectativas e tensões entre as potências mundiais.
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