Alavancagem e ação cara: JPMorgan mantém venda para Magalu e corta preço-alvo a R$ 6

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Valor é 42% menor em relação ao fechamento de segunda-feira

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Lara Rizério

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24/02/2026 13h17 •

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Atualizado 15 minutos atrás

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Centro de Distribuição da Netshoes, empresa do grupo Magazine Luiza, em Extrema (MG), em 30/07/2021 (Foto: Germano Lüders/Divulgação)

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O JPMorgan atualizou as suas estimativas para Magazine Luiza (MGLU3), mantendo recomendação underweight (exposição abaixo do mercado, equivalente à venda), reduzindo levemente o preço-alvo de R$ 6,50 para R$ 6, o que corresponde a um valor 42% em relação ao fechamento da véspera, de R$ 10,37. Cabe destacar que as ações sobem cerca de 19% no acumulado de 2026 e 65% nos últimos doze meses.

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O banco segue com recomendação equivalente à venda para as ações da companhia devido a: um mercado ainda desafiador, com consumidor pressionado e alta competição; balanço alavancado (em torno de 4x–5x no médio prazo), o que deve limitar a capacidade competitiva da MGLU mesmo com a queda dos juros e valuation acima dos pares do varejo brasileiro.

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Os analistas esperam que 2026 seja um ano melhor para categorias de eletrônicos (o ponto central para o Magalu), apoiado na queda dos juros e na Copa do Mundo.

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E, embora projetemos alguma aceleração de GMV (Volume Bruto de Mercadorias) em relação a 2025, o crescimento deve ser modesto, cerca de 6%, já que a empresa segue priorizando rentabilidade em vez de crescimento — o que amplia ainda mais a distância para o líder de mercado, Mercado Livre (BDR: MELI34), no e-commerce. Assim, a projeção é de uma margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações sobre receita líquida) praticamente estável, esperado em 7,8% em 2026, já que uma possível pressão em mercadorias deve ser parcialmente compensada pelo aumento da penetração de serviços e pela recuperação do modelo 3P (marketplace).

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Ainda assim, mesmo com juros menores, o banco vê o Magalu com alavancagem ajustada ainda elevada (cerca de 5 vezes o esperado em 2026) e um lucro deprimido, que só deve voltar mais significativamente em 2027 à medida que os juros caem.

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Como consequência das revisões, o JPMorgan cortou suas estimativas de Ebitda/LPA (lucro por ação) esperada para 2026 em 6%/45% respectivamente, e o preço-alvo para dezembro sendo reduzido, com parte da queda operacional sendo compensada por um menor custo de capital.

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Em suas novas estimativas, o banco vê MGLU3 negociando a um prêmio injustificado em relação ao setor, mesmo em cenários de juros menores, com potencial queda no consenso de lucro.

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“Incorporamos alguma aceleração de GMV para 2026, com a queda de juros — mas os riscos competitivos são relevantes. Com a expectativa de queda dos juros, padrões históricos indicam aceleração do crescimento, impulsionada também pela Copa do Mundo, que aumenta a demanda por eletrônicos — especialmente TVs. Por isso, projetamos SSS [vendas mesmas lojas] acelerando gradualmente para cerca de 7% (versus cerca de 6% estimados para 2025), sustentados por melhora macroeconômica e de demanda. Isso deve ajudar o canal online, e esperamos crescimento tanto em 1P quanto em 3P”, aponta o banco.

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Contudo, vê riscos competitivos relevantes, especialmente porque: Casas Bahia (BHIA3) agora tem um balanço mais flexível e firmou parceria de longo prazo com o Mercado Libre para vender seus produtos 1P (estoque próprio); o mercado segue muito competitivo e a MGLU3 tem baixa disposição para promoções; e, embora tenha posição forte no varejo físico, a empresa segue perdendo escala no online em relação ao Mercado Livre, que cresce 25%–30% ao ano (cerca de R$ 44 bilhões adicionais de GMV em 2025) sobre uma base muito maior (R$ 185 bi no Brasil, vs. R$ 45 bi da MGLU3).

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Lara Rizério

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Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.

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