A equipe de investimentos do grupo financeiro ASA acredita que o cenário externo favorece ativos de risco, especialmente em mercados emergentes como o Brasil. Com uma mudança na política econômica nacional, o head de investimentos Rogerio Freitas vislumbra a possibilidade do Ibovespa atingir os 300 mil pontos em um cenário otimista.
Em um webinar com jornalistas, Freitas destacou a importância de implementar reformas e lidar com o crescimento do gasto público para que a taxa de juros real possa cair significativamente. Segundo ele, uma redução de até seis pontos percentuais nessa taxa poderia impulsionar o Ibovespa dos atuais 150 mil pontos para os almejados 300 mil.
O executivo ressaltou ainda a importância da correção da rota da política fiscal brasileira para propiciar uma política monetária mais favorável. Freitas apontou que a eleição presidencial de 2026 é vista como um evento crucial para os mercados, mas ressaltou que, no momento, é difícil prever seu impacto com precisão.
No contexto atual, com a Bolsa brasileira atingindo recordes históricos e uma valorização acumulada de quase 35% em 2025, o mercado global é visto como favorável para ativos de risco. Mesmo em meio a desafios fiscais, o Brasil pode se beneficiar desse ambiente, caso consiga realizar ajustes necessários em sua política econômica.
O head global de investimentos do ASA, Charles Ferraz, enfatizou que o país enfrenta desafios fiscais, juntamente com outras economias, mas destacou que a alta taxa de juros brasileira acelera o processo de deterioração da economia. Em outubro, a dívida pública bruta do Brasil atingiu 78,6% do PIB, enquanto a dívida líquida do setor público chegou a 65,0%.
Ainda segundo Ferraz, a taxa básica de juros Selic alcançou o patamar de 15%, o mais elevado em quase duas décadas, enquanto o IPCA registrou 4,68% nos últimos 12 meses até outubro. Para ele, a implementação de políticas eficazes será fundamental para lidar com esses desafios e aproveitar as oportunidades de crescimento.
Diante desse cenário, o mercado mostra-se favorável para ativos de risco, inclusive para o Brasil, desde que o país consiga superar seus desafios fiscais. A equipe do ASA acredita que a perspectiva global de crescimento econômico e a redução de juros nos Estados Unidos podem sustentar os ativos brasileiros ou, ao menos, minimizar possíveis impactos negativos.
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