A BHP e a Vale estão no centro de uma disputa legal movida por um escritório de advocacia que representa centenas de milhares de pessoas afetadas pelo desastre ambiental em Mariana, Brasil. A Pogust Goodhead alega que as empresas tentaram enganar a firma em relação aos honorários advocatícios, buscando 1,3 bilhão de libras por honorários não pagos.
A Pogust Goodhead representava mais de 600.000 brasileiros em um processo contra a BHP pelo colapso da barragem em Mariana em 2015. Uma apresentação da Samarco, joint venture da BHP e Vale, indicou que cerca de 130.000 pessoas fizeram acordos relacionados ao caso.
O escritório de advocacia alega que a BHP, a Vale e a Samarco pressionaram os reclamantes a fechar acordos por valores abaixo do real. Também destaca que o acordo de compensação assinado pelo Brasil em 2024 impediu que os reclamantes discutissem o acordo ou pagassem honorários advocatícios, resultando em custos extras de US$1 bilhão em empréstimos para financiar o processo no Tribunal Superior de Londres.
A BHP negou veementemente as acusações e afirmou que o Brasil é o local mais apropriado para a entrega da indenização pelo desastre da barragem em Mariana. A empresa também enfrenta uma audiência por desacato ao tribunal por financiar um litígio paralelo no Brasil.
O rompimento da barragem em Mariana, em 2015, resultou na morte de 19 pessoas, deixou milhares desabrigados, inundou florestas e poluiu o rio Doce. O julgamento do processo sobre o colapso da barragem ocorreu entre outubro e março, com a BHP negando a responsabilidade e questionando a validade dos procedimentos legais e dos programas de reparação no Brasil.
O desenrolar desse processo judicial no Reino Unido destaca a complexidade e os desafios enfrentados pelas empresas envolvidas no desastre ambiental em Mariana. A disputa em torno dos honorários advocatícios e a pressão para fechar acordos abaixo do valor real evidenciam as dificuldades enfrentadas pelas vítimas em buscar reparação e justiça diante de um caso de magnitude tão impactante. A repercussão desse litígio pode influenciar a forma como casos semelhantes são conduzidos e resolvidos no futuro, tendo em vista a importância de garantir uma reparação adequada para as vítimas e responsabilizar as empresas envolvidas em desastres ambientais.
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