O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,592 para compra e R$ 5,592 para venda, registrando uma alta de 0,54%. Este é o maior valor desde junho, quando atingiu R$ 5,645. No acumulado do ano, a moeda norte-americana apresenta uma baixa de 9,49%.
Na B3, às 17h06, o dólar para agosto, o mais líquido no Brasil, estava sendo cotado a R$ 5,597, com uma alta de 0,54%.
O dólar subiu em relação a todas as outras moedas, incluindo o real, devido ao acordo comercial firmado entre Estados Unidos e União Europeia. Essa valorização é reflexo de investidores brasileiros adotando posições defensivas em relação à moeda norte-americana, justamente nos dias que antecedem o aumento de tarifas sobre produtos brasileiros anunciado por Donald Trump.
A falta de acordo entre Brasil e Estados Unidos gera preocupações, especialmente após a reiteração de Trump de que não haverá adiamento para a vigência das novas tarifas sobre produtos importados. Alguns senadores brasileiros se reuniram em Washington no último sábado em busca de um entendimento.
A cautela dos investidores aumentou diante da iminência da cobrança de tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros no dia 1º de agosto. A situação reflete na valorização do dólar frente a outras moedas e na busca por proteção cambial.
O mercado financeiro reage ao cenário internacional, em que os EUA e a União Europeia estabeleceram um acordo prevendo tarifas de 15% sobre produtos europeus. Essa medida foi bem recebida pelos investidores, fortalecendo o dólar e os rendimentos dos Treasuries.
No Brasil, a moeda norte-americana iniciou o dia cotada a R$ 5,5686 e atingiu o pico de R$ 5,6069, acompanhando a valorização frente a outras divisas. A falta de novidades sobre negociações comerciais entre Brasil e EUA contribui para a manutenção da cautela entre os investidores.
Especialistas ressaltam que a demanda por proteção cambial aumentou devido à cautela dos mercados emergentes, mesmo com a valorização de commodities como minério de ferro e petróleo. O índice do dólar, que mede seu desempenho em relação a outras moedas, apresentou um aumento de 1,07%.
O cenário internacional influenciou a valorização do dólar frente ao real, com investidores adotando posições defensivas em meio ao acordo entre EUA e União Europeia e à iminência de tarifas sobre produtos brasileiros. A falta de acordo entre Brasil e EUA aumenta a cautela dos investidores, refletindo na busca por proteção cambial e na valorização da moeda norte-americana. A expectativa do mercado se mantém diante da incerteza sobre possíveis negociações comerciais entre os países envolvidos.
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