Diversas ações de empresas apresentaram quedas expressivas após a divulgação dos balanços do terceiro trimestre de 2025. Entre as empresas afetadas estão o Grupo Mateus, com uma queda de aproximadamente 10% em suas ações. No mesmo período, as ações do IRB, Cemig, Yduqs, Azul e outras também registraram baixas significativas.
Por volta das 16h30 (horário de Brasília) da última sexta-feira (14), os papéis do IRB apresentavam queda de 2,77%, as ações da Cemig tinham baixa de 4,63%, enquanto as da Gafisa caíam 6,00%. As ações da Yduqs tinham perdas de 6,79%, as da Azul 6,84% e as do Grupo Mateus desabavam 9,62%.
O Grupo Mateus registrou lucro líquido de R$ 850,5 milhões no terceiro trimestre de 2025, representando um aumento significativo de 152,5%. No entanto, parte desse crescimento foi impulsionado pela reversão de provisões constituídas em casos judiciais favoráveis à companhia, o que levou a uma redução do imposto de renda e da contribuição social no período.
Apesar dos resultados positivos, analistas apontam que o trimestre do Grupo Mateus foi impactado por eventos pontuais que dificultaram a análise dos números. A desaceleração nas vendas brutas, aliada às mudanças contábeis e aos ajustes realizados, levaram a uma reação de cautela por parte dos investidores, refletindo-se na queda das ações da empresa.
A Azul encerrou o terceiro trimestre de 2025 com um prejuízo líquido de R$ 644,2 milhões, revertendo o lucro reportado no mesmo período do ano anterior. No entanto, a empresa registrou um lucro operacional de R$ 1,2 bilhão, com uma valorização anual de 23,7%. A margem Ebtida também teve um aumento, alcançando 34,6%.
Apesar dos resultados mistos, a Azul apresentou um Ebitda ajustado acima das expectativas, impulsionado principalmente por um menor custo operacional por assento disponível por quilômetro. A empresa segue em processo de recuperação judicial nos EUA, o que pode ter impacto nas perspectivas futuras de suas ações.
No terceiro trimestre, a Yduqs apresentou resultados considerados neutros, com destaque para o segmento premium, que registrou um avanço de 13% na receita. A margem Ebitda cresceu 0,8 ponto percentual, beneficiada pela redução da inadimplência e pela venda de recebíveis provisionados. A empresa também teve uma redução em sua dívida líquida.
Apesar do crescimento modesto da receita, a empresa demonstrou sinais positivos na expansão do segmento premium e na melhora da qualidade do crédito. O desempenho da Yduqs no trimestre foi visto com bons olhos pelos analistas, que destacaram o potencial de crescimento e a sustentação de recomendações de compra.
A Cemig apresentou uma queda de 75,7% no lucro líquido do terceiro trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda ajustado ficou 11% abaixo das estimativas, principalmente devido à queda significativa no segmento de geração e transmissão, que enfrenta desafios em relação ao déficit de energia.
Analistas acreditam que a Cemig enfrenta um momento operacional fraco, sem gatilhos de curto prazo e com questionamentos sobre sua governança no futuro. A empresa terá que lidar com desafios nos próximos trimestres, especialmente no que diz respeito aos custos de compra de energia a preços elevados no mercado.
O IRB Re encerrou o terceiro trimestre de 2025 com um lucro líquido de R$ 99 milhões, representando uma queda de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior. A empresa apresentou um resultado mais fraco do que o esperado, interrompendo a sequência de melhora operacional dos últimos trimestres.
Os resultados do IRB foram impactados por um crescimento tímido de prêmios e receitas, além de um aumento nas despesas administrativas. Esses números decepcionaram investidores e analistas, refletindo-se em uma avaliação neutra por parte dos bancos e em uma reação negativa do mercado em relação às ações da empresa.
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