No acumulado de novembro, as ações da Natura (NATU3) apresentam uma baixa de 12%, enquanto no ano a queda chega a 36%. No dia seguinte à divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2025 (3T25), os papéis recuaram 15,65%, refletindo uma série de fatores, segundo o BB Investimentos.
O cenário macroeconômico restritivo, com encarecimento do crédito e diminuição do poder de compra dos brasileiros, tem levado a um menor consumo, especialmente de bens não essenciais comercializados pela Natura. Além disso, questões internas da empresa, como a definição em relação ao destino da Avon, têm afetado a confiança do mercado.
A venda da Avon CARD e o anúncio do acordo vinculante para a venda da Avon International exceto Rússia deverão reduzir incertezas em relação aos números futuros da companhia, que vinham sendo impactados negativamente pela retração da operação da Avon nos últimos anos. A integração das marcas Natura e Avon ainda está em andamento, sobretudo no México e na Argentina, enfrentando desafios como hiperinflação e transição da revista em papel para digital.
O canal de vendas diretas, responsável por cerca de 25% do mercado, vem perdendo relevância diante da expansão do varejo físico e do comércio eletrônico. Embora a Natura esteja buscando diversificar os canais de venda, o movimento ainda é gradual. O Morgan Stanley ressaltou que a receita caiu 13% e o Ebitda ajustado recuou 33% no último trimestre, levando o banco a revisar para baixo as projeções para 2026 e 2027.
Apesar dos desafios, o Morgan e o BB Investimentos mantêm recomendação neutra para as ações da Natura, com perspectiva de um cenário desafiador nos próximos meses. A melhora nos dados macroeconômicos é esperada apenas a partir do primeiro trimestre de 2026, conforme aguardam a redução da taxa de juros no Brasil. Dos 11 analistas que cobrem o papel, apenas 3 recomendam compra, enquanto 8 mantêm recomendação neutra.
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