A Marcopolo (POMO4) enfrenta mais uma sessão de baixa nesta segunda-feira (3), com as ações da empresa recuando 7,48% às 12h45, sendo negociadas a R$ 7,30. A queda ocorre após um recuo de mais de 10% na última sexta-feira (31), motivado pelos resultados do terceiro trimestre de 2025. Essa tendência reflete preocupações com uma possível desaceleração da demanda, devido à receita abaixo do esperado e volumes domésticos mais fracos.
O Itaú BBA revisou suas estimativas para 2026 para baixo, prevendo um lucro líquido 9% menor em relação ao consenso atual, o que pode gerar pressão de curto prazo sobre as ações da empresa. Atualmente, o papel negocia a 7 vezes o P/L (Preço sobre Lucro), mostrando um cenário desafiador para a Marcopolo.
Apesar dos ganhos em eficiência operacional, o BBA estima que a margem Ebitda da empresa deve permanecer estável ano a ano, devido a um mix menos favorável, que deve compensar as melhorias de produtividade. Também foi observada a redução da participação da Blackrock na companhia, que passou a deter 4,981% das ações preferenciais da Marcopolo.
O banco mantém a recomendação de compra para as ações da empresa, destacando que o desempenho no mercado pode continuar abaixo do esperado até que as expectativas se ajustem. O potencial de valorização futura é sustentado por catalisadores de curto prazo, tais como a nova rodada do programa Caminho da Escola, a recuperação econômica na Argentina, entregas acima do esperado pelo Ministério da Saúde e a possibilidade de um dividendo extraordinário.
Após um crescimento expressivo do lucro líquido nos últimos anos, muitos investidores começaram a questionar a sustentabilidade desse crescimento. O desvio negativo na receita do terceiro trimestre de 2025 e os comentários sobre custos de financiamento elevados para clientes brasileiros aumentaram os receios de desaceleração da demanda doméstica em 2026.
O BBA destaca alguns catalisadores positivos que podem impulsionar as ações da Marcopolo, incluindo a nova rodada do programa Caminho da Escola, possíveis dividendos extraordinários, aumento da demanda na Argentina e um grande pedido esperado do Ministério da Saúde para 2026. O banco também menciona o debate sobre a tributação de dividendos no Brasil no próximo ano, indicando que um aumento para 100% no payout atual poderia gerar um dividend yield de 11% nos próximos meses.
Com todas essas análises, o BBA segue com a recomendação de desempenho acima da média para as ações da Marcopolo (POMO4), estabelecendo um preço-alvo de R$ 12 para os papéis da empresa. Acompanhar de perto os desdobramentos econômicos e estratégias da companhia será essencial para investidores e analistas interessados no desempenho da Marcopolo no mercado acionário.
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