Ações da Hapvida (HAPV3) sofrem impacto de desempenho abaixo do esperado no 3º trimestre, resultando em rebaixamento do JPMorgan

Resultados fracos pressionam ação da Hapvida (HAPV3)

Na noite da última quarta-feira, a operadora de saúde Hapvida (HAPV3) divulgou seus resultados do terceiro trimestre, os quais foram vistos pelo mercado como decepcionantes. O lucro líquido da empresa atingiu cerca de R$ 338 milhões, enquanto a dívida líquida fechou em R$ 4,250 bilhões, um aumento de 3,7% em relação ao ano anterior.

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A sinistralidade caixa alcançou 75,2% no terceiro trimestre, refletindo maior utilização sazonal e o ramp-up de novas unidades. O Ebitda ajustado recorrente foi de R$ 613 milhões, com queda de 20% em relação ao trimestre anterior, e a margem Ebitda ajustada recorrente ficou em 7,9%.

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O fluxo de caixa livre foi negativo em R$ 234 milhões, com adições líquidas negativas de 24 mil beneficiários na região metropolitana de São Paulo. O BTG Pactual destacou que os resultados foram muito fracos, com diversos fatores desafiadores, resultando em uma queda anual de cerca de 20% no Ebitda ajustado.

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O JPMorgan rebaixou a recomendação da empresa de overweight para neutra, em vista dos resultados abaixo das expectativas. O lucro por ação ajustado apresentou uma queda de 38% em relação ao ano anterior, impactado por fatores operacionais e uma performance do Ebitda ajustado 30% abaixo das estimativas.

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O banco americano ressaltou que a Hapvida enfrenta pressões que provavelmente persistirão em 2026, com investimentos necessários para lidar com as restrições de capacidade e melhorar a percepção do serviço. Além disso, o cenário competitivo desfavorável, com a Amil atuando de forma mais agressiva em São Paulo, cria obstáculos ao crescimento da Hapvida.

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Diante desse cenário, o JPMorgan reduziu as expectativas de lucro por ação ajustado para 2025/2026, colocando-as 30% abaixo do consenso do mercado. A revisão do modelo da empresa reflete um cenário desafiador, com previsão de recuperação da lucratividade no final do ano e uma curva de melhoria da margem Ebitda mais lenta.

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