Após a divulgação do balanço do segundo trimestre de 2025 da CVC, as ações da empresa de turismo sofreram uma queda expressiva de 10,78% nesta quarta-feira, ficando cotadas a R$ 2,07. As análises dos bancos apontam que, apesar dos números operacionais positivos, questões financeiras e tributárias influenciaram negativamente o desempenho da companhia.
O Itaú BBA reconhece o crescimento operacional da CVC, porém considera o balanço como "levemente negativo" devido aos números financeiros e tributários abaixo das expectativas. Por outro lado, a Genial Investimentos mantém uma visão mais otimista, com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 6 para as ações da empresa.
Segundo o Itaú BBA, as reservas consumidas da CVC cresceram 17,7% em comparação ao ano anterior, enquanto a receita líquida teve um aumento de 16,3%, totalizando R$ 342 milhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização ajustado foi de R$ 86 milhões, representando uma alta de 13,4% em relação às projeções do banco.
No entanto, o prejuízo líquido ajustado atingiu R$ 41 milhões, ficando acima da estimativa negativa de R$ 24 milhões, devido ao desempenho financeiro e tributário aquém do esperado. O banco ressaltou ainda que a geração de caixa livre foi de R$ 8 milhões, R$ 127 milhões abaixo da projeção, destacando uma piora no capital de giro no Brasil.
No mercado brasileiro, as reservas da CVC cresceram 9,9% em relação ao ano anterior, com estabilidade no segmento de vendas diretas ao consumidor (B2C). A taxa de comissão geral, conhecida como take rate, foi de 9,7%, representando um avanço de 0,2 ponto percentual na comparação anual.
Na Argentina, as reservas apresentaram um crescimento mais expressivo, alcançando 37,3%, porém o take rate foi de 6,6%, indicando uma queda de um ponto percentual, influenciado por maior peso nas vendas entre empresas (B2B).
Apesar dos resultados desafiadores, o Itaú BBA mantém a recomendação de desempenho acima da média do mercado (outperform) para as ações da CVC, estabelecendo um preço-alvo de R$ 3 para o final do ano. Por outro lado, a Genial Investimentos reitera a recomendação de compra e mantém o preço-alvo em R$ 6, destacando o crescimento das reservas e a redução da alavancagem da empresa.
Diante desse cenário, os investidores aguardam para ver como a CVC irá lidar com os desafios financeiros e tributários, buscando uma recuperação em seu desempenho no mercado de turismo.
A análise dos resultados da CVC no segundo trimestre de 2025 revela um cenário de desafios mistos, com pontos positivos e negativos impactando o desempenho da empresa. Enquanto o Itaú BBA destaca aspectos negativos nos números financeiros, a Genial Investimentos enxerga oportunidades de crescimento e mantém uma visão otimista em relação às ações da companhia. Acompanhar a evolução da CVC nos próximos trimestres será fundamental para avaliar seu posicionamento e recuperação no mercado.
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