Dólar despenca para R$ 5,30 com investidores de olho na política monetária dos EUA

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Dólar cai e atinge R$ 5,30 com investidores aguardando decisões de política monetária

O dólar registrou queda próxima a R$ 5,30 nesta terça-feira (16), em meio às expectativas em relação às decisões sobre a taxa de juros do Federal Reserve e do Banco Central do Brasil, que serão anunciadas na quarta-feira.

Na segunda-feira, a moeda norte-americana encerrou em baixa de 0,59%, cotada a R$ 5,3220, atingindo o menor valor desde junho do ano passado. Esse movimento acompanhou a tendência de enfraquecimento do dólar no cenário internacional, com os investidores de olho nas decisões de política monetária.

Às 9h41, o dólar comercial apresentava queda de 0,16%, sendo vendido a R$ 5,313. Já o dólar para outubro, considerado o mais líquido no Brasil, registrava uma redução de 0,23%, cotado a R$ 5,3207.

No mercado mundial, o dólar atingiu os menores níveis em mais de dois meses em relação à libra e ao euro, além de alcançar uma baixa de 10 meses em relação ao dólar australiano nesta terça-feira. Essa movimentação ocorreu devido ao aumento das expectativas de um corte nas taxas de juros pelo Federal Reserve nesta semana.

O índice do dólar norte-americano, que acompanha a moeda em relação a uma cesta de seis principais rivais, caiu para 97,121, atingindo o menor nível desde 7 de julho. Este cenário foi impulsionado pelos pedidos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por uma flexibilização monetária mais intensa.

Os mercados estão aguardando um corte de 25 pontos-base na taxa de juros na reunião do Federal Reserve na quarta-feira. A suavização dos dados do mercado de trabalho tem sido o principal motivador para o aumento das apostas em um movimento de flexibilização nas últimas semanas.

A libra registrou alta de 0,2%, chegando a US$1,3627, enquanto o euro subiu 0,3% em relação ao dólar, atingindo US$1,1797, o maior nível desde 3 de julho.

O foco dos investidores continua na reunião do Fed, aguardando as indicações do presidente Jerome Powell. As expectativas de corte nas taxas variam de acordo com a comunicação do Fed em relação aos riscos inflacionários, incertezas sobre o crescimento econômico e as perspectivas de inflação.

Em um contexto de incertezas nos mercados internacionais, os investidores permanecem atentos às movimentações do dólar e às decisões dos bancos centrais, buscando entender os impactos que tais decisões trarão para as economias globais.

Por Lara Rizério, para Agências de Notícias.

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