Petrobras considera retorno ao etanol: análise da JPMorgan aponta possíveis ganhos e riscos milionários

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Petrobras avalia retorno ao mercado de etanol

Após a Petrobras demonstrar interesse em retornar ao mercado de etanol, analistas e investidores discutem a viabilidade desse movimento. O JPMorgan divulgou um relatório apontando que, embora muitos prefiram que a empresa mantenha o foco na exploração de petróleo, a aposta no etanol parece cada vez mais provável.

O banco calcula que um investimento de US$ 2,2 bilhões reduziria os dividendos e o retorno do fluxo de caixa livre, mas traria um retorno esperado sobre o capital investido de 18%. A entrada da Petrobras no setor de etanol poderia estimular a expansão dessa indústria, com previsão de dobrar a oferta de etanol de milho até 2032.

Potencial do setor de etanol

O retorno sobre capital investido (Roic) de uma nova planta de etanol é estimado em torno de 18% sem alavancagem, conforme aponta o JPMorgan. Nos últimos anos, a fatia do etanol de milho no mercado brasileiro tem crescido e a oferta pode ultrapassar 16,6 bilhões de litros até 2032, conforme projeções da União Nacional do Etanol de Milho (Unem).

Consequências da entrada da Petrobras

Caso a Petrobras entre efetivamente no mercado de etanol de milho, isso impactaria toda a cadeia produtiva. O apoio governamental aos biocombustíveis poderia aumentar, estimulando a demanda em diferentes regiões do país e impulsionando novos usos para o etanol, como o combustível sustentável de aviação (SAF).

Além disso, a competição no setor de etanol de cana-de-açúcar tenderia a se intensificar com o fortalecimento dos planos de investimento para expandir a oferta. Atualmente, o Brasil já produz cerca de 36 bilhões de litros de etanol por ano, abastecendo quase metade da frota de veículos leves do país.

Potencial da Petrobras no mercado de etanol

A Petrobras sinalizou que, se entrar no mercado de etanol, será em larga escala. A empresa tem ressaltado a importância de não dispersar recursos em projetos pequenos e enxerga no etanol uma oportunidade de reposicionar-se no agronegócio brasileiro. Resta saber se essa movimentação será apenas parte da transição energética da empresa ou se se tornará um novo braço significativo de suas operações.

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