Juros futuros têm leve alta com surpresas altistas no IPCA-15
As taxas dos DIs encerraram em leve alta, com destaque para contratos de prazos mais curtos. No final da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2027 atingiu 13,975%, registrando um aumento de 6 pontos-base em relação à sessão anterior, que estava em 13,919%. Enquanto a taxa para janeiro de 2028 subiu para 13,295% ante 13,239%.
Entre os contratos de prazos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 alcançou 13,585%, em comparação com 13,562% do ajuste anterior, e o contrato para janeiro de 2033 registrou uma taxa de 13,775%, frente a 13,755%.
IPCA-15 apresenta deflação em agosto
A análise do IPCA-15 de agosto chamou a atenção dos investidores, com o índice registrando deflação pela primeira vez em dois anos. Isso se deveu à inclusão do Bônus de Itaipu nas contas de energia e à redução nos preços dos alimentos. A deflação de 0,14% em agosto marcou uma mudança em relação ao avanço de 0,33% no mês anterior, levando a taxa anual para 4,95%.
Após a divulgação dos números, o mercado inicialmente teve uma reação positiva, porém ao longo do dia a avaliação se tornou menos favorável. Surpresas altistas foram observadas em setores como energia elétrica residencial, cursos regulares, alimentação fora do domicílio e higiene pessoal, reforçando o impacto do mercado de trabalho na inflação.
Cenário externo e impacto nos juros futuros
No cenário externo, a tentativa do presidente dos Estados Unidos de demitir a diretora do Fed Lisa Cook gerou incertezas sobre a independência do banco central americano. Essa movimentação levou os rendimentos dos Treasuries a subirem em alguns prazos, com o retorno do papel de 30 anos avançando 2 pontos-base, alcançando 4,908%.
Esses eventos externos, somados às surpresas altistas no IPCA-15, contribuíram para o aumento das taxas futuras dos contratos de curto prazo, que estavam mais alinhadas com as projeções para a política monetária. A reversão parcial da percepção de que o Banco Central poderia antecipar um ciclo de afrouxamento monetário também influenciou a oscilação das taxas.
Em resumo, a movimentação dos juros futuros refletiu a combinação de fatores internos e externos, demonstrando a sensibilidade do mercado a surpresas nos indicadores econômicos e aos eventos políticos de destaque internacional.