Ações do Banco do Brasil fecham em queda de 2,2% após acionar AGU contra fake news
As ações do Banco do Brasil (BBAS3) encerraram esta segunda-feira com uma queda de 2,2%, chegando a R$20,05. Esse declínio acontece em meio a ruídos relacionados à atuação do banco na aplicação da Lei Magnitsky. O BB acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) contra o que classificou como “publicações inverídicas e maliciosas” envolvendo a instituição.
No ofício à AGU, o Banco do Brasil listou uma série de publicações em sites e redes sociais e solicitou medidas jurídicas urgentes. Algumas dessas publicações falsas propagavam desordem financeira no país, envolvendo o nome tradicional do banco. Destaca-se que essas notícias falsas ganharam força a partir do dia 19 de agosto de 2025, com perfis de redes sociais divulgando informações equivocadas sobre o posicionamento institucional do BB frente às sanções impostas pelos EUA.
Já no dia 19 deste mês, os papéis do banco despencaram 6% na B3, devido a decisões relacionadas à aplicação da Lei Magnitsky. A decisão do ministro Flávio Dino, do STF, reforçou a ideia de que leis estrangeiras não são aplicáveis a brasileiros no Brasil sem homologação do Supremo. Isso gerou instabilidade no mercado financeiro, afetando não só o Banco do Brasil, mas o setor bancário como um todo.
Além disso, o desempenho do Banco do Brasil no segundo trimestre, com aumento na inadimplência no setor do agronegócio, também tem pressionado as ações da instituição. O balanço mostrou resultados abaixo do esperado, impactando negativamente a confiança dos investidores.
Diante desse cenário, o Banco do Brasil reforçou que atua em conformidade com a legislação brasileira e internacional, e que está preparado para lidar com temas sensíveis. O comunicado também ressaltou que a disseminação de fake news pode acarretar penalidades conforme a Lei 7.492/1986, que trata de crimes contra o sistema financeiro nacional.
Apesar das quedas recentes, o BB reiterou sua disposição em tomar todas as medidas legais necessárias para proteger sua reputação diante de fake news e notícias que sugerem a retirada de depósitos da instituição. Ações judiciais estão em andamento para combater informações falsas e garantir a segurança financeira e a confiança dos clientes.