Ibovespa Futuro opera em alta no primeiro dia de tarifaço
Nesta quarta-feira (6), o Ibovespa Futuro iniciou o dia com uma alta de 0,48%, atingindo 134.105 pontos. Os investidores estão atentos às movimentações do governo brasileiro após a entrada em vigor da taxa de 50% dos Estados Unidos sobre produtos nacionais. Além disso, estão de olho no presidente do Banco Central e nos balanços corporativos.
Expectativas em torno de anúncio de medidas de apoio
Há expectativas em relação a possíveis medidas de apoio, depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não irá telefonar para Donald Trump para negociar, mas pretende convidá-lo para a cúpula climática COP30 no Brasil.
Na agenda desta terça, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, terá compromissos, incluindo uma presença na Comissão de Relações Exteriores do Senado às 18h. Já o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, palestrará no evento Blockchain Rio 2025 no Rio de Janeiro, a partir das 10h.
Mercado externo e demais indicadores
No mercado internacional, o Dow Jones Futuro, o S&P Futuro e o Nasdaq Futuro apresentavam variações positivas. Enquanto isso, o dólar à vista subia 0,02%, chegando a R$ 5,508 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,05%, atingindo 5,539 pontos.
Mercados da Ásia-Pacífico fecham de forma mista
Os mercados da Ásia-Pacífico encerraram de forma mista, após perdas em Wall Street. Os investidores avaliaram dados econômicos mais fracos do que o esperado, ao mesmo tempo em que assimilaram as novas ameaças tarifárias de Trump.
Os preços do petróleo apresentaram alta nesta quarta-feira, se recuperando da mínima de cinco semanas anterior, devido às preocupações com interrupções no fornecimento após as ameaças de Trump de impor tarifas à Índia sobre suas compras de petróleo bruto russo.
Cotações do minério de ferro na China em baixa
Na China, as cotações do minério de ferro fecharam em baixa, com os investidores direcionando seu foco para o carvão de coque.
Com as movimentações no mercado financeiro e as incertezas trazidas pelo tarifaço dos Estados Unidos, os investidores estão atentos a possíveis desdobramentos que possam impactar os ativos brasileiros e as negociações internacionais.