BNDES libera R$ 1,13 bi para CSN modernizar siderúrgica em Volta Redonda

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CSN recebe R$ 1,13 bi do BNDES para modernizar siderúrgica de Volta Redonda

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) obteve um financiamento de R$ 1,13 bilhão pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para modernizar e reconstruir a usina siderúrgica Presidente Vargas, localizada em Volta Redonda (RJ). O projeto inclui a modernização de três unidades de produção, visando aumentar a capacidade de produção de aço bruto para 5,8 milhões de toneladas por ano.

Com problemas identificados nas linhas de produção desde o início de 2023, a CSN precisou recorrer à importação de placas de aço para atender a demanda de diversos setores. Diante disso, a empresa anunciou um plano de investimento de quase R$ 8 bilhões na usina até 2028.

O financiamento do BNDES, parte do programa BNDES Mais Inovação, destina-se a aquisição de máquinas, equipamentos de informática e serviços tecnológicos para internet das coisas. Além disso, uma parte dos recursos será voltada para a modernização das plantas de sinterização de minério de ferro na Usina Presidente Vargas.

Esse crédito representa um alívio ao caixa da CSN, que enfrenta um cenário de alta alavancagem financeira, com uma dívida líquida de R$ 37,5 bilhões até o terceiro trimestre. O empréstimo, que inclui o reembolso de investimentos anteriores, terá um impacto quase neutro na dívida líquida da companhia.

Recentemente, a agência de classificação de risco S&P Global Ratings rebaixou os ratings da CSN de ‘brAA+’ para ‘brAA’, indicando a necessidade de redução do nível de alavancagem e a venda de ativos para fortalecer o caixa. Nesse sentido, a CSN vendeu parte de suas ações na ferrovia MRS Logística para a sua controlada CSN Mineração, visando reforçar suas finanças.

A modernização da usina atende aos objetivos de descarbonização da indústria, contribuindo para a melhoria da qualidade do ar na região de Volta Redonda. Os investimentos também buscam cumprir as exigências do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a CSN e o Instituto Estadual do Ambiente (INEA) para adequar os padrões ambientais vigentes.

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