Taxas dos DIs caem enquanto Treasuries sobem
No mercado financeiro, as taxas dos DIs encerraram o dia em queda, com investidores diminuindo prêmios na curva. A taxa do DI para janeiro de 2028 ficou em 13,185%, reduzindo 10 pontos-base em relação à sessão anterior. Já a taxa para janeiro de 2035 marcava 13,635%, em queda de 8 pontos-base.
Comentários do presidente do Banco Central influenciam mercado
Os comentários considerados “dovish” do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, levaram os investidores a interpretar que a decisão sobre os juros em janeiro ainda está indefinida. Isso fez com que as taxas dos DIs perdessem força, afastando-se dos picos do dia anterior.
Investidores reagem a movimentações políticas
Sem grandes eventos que impactassem os preços, investidores aproveitaram para reduzir parte dos prêmios na curva dos DIs, desde o anúncio da candidatura à Presidência de Flávio Bolsonaro. A operação da Polícia Federal envolvendo os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy também foi acompanhada de perto pelo mercado.
Andamento do Projeto de Lei Orçamentária também é monitorado
O Congresso Nacional discutia o Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) de 2026, com uma proposta aprovada na Comissão Mista de Orçamento. O texto prevê um superávit primário de R$34,5 bilhões no próximo ano, levemente acima da meta fiscal de R$34,3 bilhões, que representa 0,25% do PIB.
Contexto internacional contrasta com o cenário nacional
Enquanto as taxas dos DIs recuavam no Brasil, no exterior os rendimentos dos Treasuries estavam em alta. O rendimento do Treasury de dez anos, considerado uma referência global para decisões de investimento, subia para 4,151% às 16h33.
Com esses movimentos opostos entre as taxas dos DIs e dos Treasuries, os investidores seguem atentos às variáveis locais e internacionais que impactam o mercado financeiro, buscando se posicionar da melhor forma diante das mudanças e ajustes nos cenários político e econômico.