CSN e CSN Mineração têm queda nas ações após operação com MRS
As ações da CSN e da CSN Mineração chamam atenção pelo viés de baixa nesta sexta-feira (19), com CSNA3 caindo 1,98% e CMIN3 retraindo 3,47% às 11h.
O cenário se desenha a partir do anúncio da CSN sobre a venda de até 11,17% de sua participação na transportadora ferroviária MRS para a CSN Mineração, pelo valor máximo de R$3,35 bilhões, conforme fato relevante divulgado.
A venda resultará na redução da participação da CSN na MRS Logística de 18,75% para 7,59% do capital social total, o que corresponde a 13,69% das ações ordinárias, segundo o comunicado.
Para a CSN, a transação é avaliada de forma positiva pelo Bradesco BBI, que destaca o fortalecimento do compromisso da empresa com a desalavancagem através da monetização de ativos, aliviando preocupações de investidores.
Já o Morgan Stanley ressalta que a operação visa diminuir a alavancagem da CSN, mantendo o controle indireto na MRS por meio da consolidação e participação majoritária na CSN Mineração. Projeções indicam que a alavancagem líquida da CSN em 2026 ficará entre 3,8 e 3,9 vezes, abaixo da estimativa atual de 4,1 vezes.
Em relação à CSN Mineração, o Bradesco BBI já antecipava uma reação negativa do mercado, dado que a avaliação implícita sugere um múltiplo EV/Ebitda consideravelmente maior do que empresas do setor, como a Rumo.
O Morgan Stanley também enxerga o acordo como negativo para a CSN Mineração, projetando aumento da alavancagem líquida em 2026, o que poderia dificultar a execução de projetos de crescimento, como a mina Itabirito P15.
Diante desse cenário, a competição no mercado de ações segue acirrada, com impactos distintos para CSN e CSN Mineração. Acompanhar as movimentações posteriores a essa operação será fundamental para entender os desdobramentos e o posicionamento dos investidores diante desse novo panorama.