JPMorgan eleva projeções para construtoras e destaca MRV como compra
O JPMorgan atualizou suas estimativas para o setor de construção no Brasil, recomendando aos investidores que mantenham posições em ações de baixo múltiplo P/L (Preço sobre Lucro). O banco destacou as empresas Cyrela, Eztec e Tenda, todas com recomendação overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra). Além disso, elevou a recomendação da MRV de neutra para overweight.
As ações destacadas negociam abaixo de 6,0 vezes o lucro estimado para 2026, com potencial de valorização entre 40% e 60% no próximo ano, impulsionadas por fatores macroeconômicos favoráveis, como a redução da taxa Selic e uma possível mudança de governo nas eleições presidenciais de 2026.
O banco aumentou os preços-alvo para dezembro de 2026 em cerca de 13%, refletindo uma redução de aproximadamente 100 pontos-base no custo de capital das empresas. A ordem de preferência do JPMorgan no setor é: Tenda, Cyrela, MRV, Eztec, Cury e Direcional.
Tenda: destaque com maior potencial de alta
A Tenda foi apontada como a principal escolha do JPMorgan no setor, com recomendação de compra e potencial de valorização de 64% até dezembro de 2026. A empresa possui forte exposição ao programa Minha Casa Minha Vida e está avaliada de forma atrativa pelo banco.
MRV: recomendação de compra e perspectiva de recuperação
A recomendação da MRV foi elevada de neutra para compra, com preço-alvo passando de R$10,50 para R$12. O banco destaca os resultados do terceiro trimestre acima do esperado e a expectativa de recuperação mais forte no próximo ano.
Cyrela: opção para capturar ciclo de queda de juros
Para o JPMorgan, a Cyrela é a melhor opção para aproveitar o ciclo de queda de juros esperado para começar em março, além de uma eventual mudança de governo em 2026. A empresa é elogiada pela exposição aos segmentos de média e alta renda e pela execução considerada premium.
Eztec: recomendação de compra e potencial de valorização
A Eztec tem recomendação de compra e preço-alvo de R$20, com potencial de valorização de 41%. O banco vê a possibilidade de um re-rating do papel com notícias positivas sobre locação e venda da torre Esther Tower.
Direcional e Cury: recomendação neutra baseada em valuation
O JPMorgan mantém recomendação neutra para a Direcional e Cury, devido à avaliação mais elevada em relação aos pares. A Direcional registrou margem bruta recorde no segundo trimestre de 2025, enquanto a Cury se destaca pelo maior ROE do setor e histórico de pagamento de dividendos.
Em resumo, o JPMorgan destaca o potencial de valorização das ações do setor de construção no Brasil, com expectativa de desempenho positivo no próximo ano impulsionado por fatores econômicos favoráveis e mudanças no cenário político.