Flávio Bolsonaro busca apoio do mercado para sua candidatura presidencial
O senador Flávio Bolsonaro, do PL-RJ, tem se movimentado para conquistar a confiança dos investidores em relação à sua possível candidatura presidencial em 2026. Impulsionado por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio ainda não apresentou uma agenda concreta ou um nome forte na economia para liderar seu plano, de acordo com fontes próximas.
Após um almoço no escritório do UBS em São Paulo, onde alguns participantes questionaram a seriedade de sua candidatura, Flávio Bolsonaro segue com uma agenda de reuniões nesta semana. Ele pretende se encontrar com bancos, fundos de investimento, líderes empresariais e um podcast voltado ao mercado para apresentar sua candidatura como crível aos investidores.
Até fevereiro, é improvável que Flávio defina um programa econômico, planejando manter uma intensa agenda de encontros com o setor privado e viagens internacionais, incluindo uma visita aos Estados Unidos. O objetivo é conquistar o segmento que apoiou seu pai na eleição de 2018, mesmo após a recente indicação de Jair Bolsonaro para Flávio concorrer à presidência.
A escolha de Flávio como candidato não foi bem recebida pelo mercado, resultando em uma queda imediata do dólar e da bolsa. Muitos investidores esperavam que Jair Bolsonaro apoiasse um candidato com experiência no Executivo, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. No entanto, a recente pesquisa de intenção de voto mostrou que o ex-presidente Lula tem vantagem sobre ambos os potenciais adversários em cenários simulados de segundo turno.
Para fortalecer sua candidatura, Flávio Bolsonaro tem se comprometido a elaborar uma agenda econômica amigável ao mercado, seguindo as políticas pró-mercado de seu pai, com privatizações, redução de impostos e disciplina fiscal. Apesar disso, o senador ainda não indicou um nome para coordenar suas propostas, diferente de seu pai que contou com o economista liberal Paulo Guedes em sua campanha de 2018.
Durante o almoço no UBS, Flávio mencionou que sua política econômica poderia ser liderada por alguém como Guedes, Roberto Campos Neto ou Gustavo Montezano. No entanto, até o momento, esses nomes não foram convidados a assumir um papel na campanha do senador. Guedes, por exemplo, manifestou relutância em retornar à política devido à forte polarização no país, enquanto Campos Neto atua como vice-presidente do Nubank.
Flávio Bolsonaro também procurou recentemente Adolfo Sachsida, ex-Secretário de Política Econômica e ex-ministro de Minas e Energia, para discutir apoio político em sua campanha, mas não houve definição de um papel específico. A busca por um nome forte na economia e a consolidação de uma agenda concreta continuam sendo desafios para o senador em sua tentativa de conquistar o apoio do mercado para sua candidatura presidencial em 2026.