Ibovespa Futuro recua diante da expectativa da inflação nos EUA, monitorando possíveis cortes de juros

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Ibovespa Futuro cai com expectativas sobre corte de juros nos EUA

O índice Ibovespa Futuro abriu o pregão desta sexta-feira (5) em queda, em meio à expectativa dos investidores sobre os dados de inflação dos Estados Unidos. Especula-se que esses dados não impedirão o Federal Reserve (Fed) de reduzir a taxa de juros na próxima semana. Às 9h04, o contrato com vencimento em dezembro estava 0,20% mais baixo, aos 165.005 pontos.

Os investidores aguardam a divulgação dos dados de setembro do índice PCE, a principal medida do Fed para acompanhar a inflação. Projeções apontam que haverá um aumento de 0,2% no núcleo, mantendo a taxa anual em 2,9%. A expectativa é de que o Fed reduza os juros em 0,25 ponto percentual na próxima quarta-feira e realize pelo menos duas reduções em 2026.

Decisão do Fed gera expectativas nos mercados

Embora 90% dos mercados já precifiquem um corte de juros pelo Fed, essa pode ser uma das decisões mais contestadas em anos para o banco central norte-americano. Até cinco dos 12 membros com direito a voto expressaram publicamente sua oposição a novos cortes.

No cenário nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem reunião marcada para as 9h com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e outros ministros durante o dia.

Mercados internacionais e repercussões

Em Wall Street, o Dow Jones Futuro apresentava alta de 0,07%, o S&P Futuro valorizava 0,19% e o Nasdaq Futuro avançava 0,37%. O dólar à vista registrava queda de 0,19%, sendo cotado a R$ 5,301 na venda. Na B3, o contrato de dólar com primeiro vencimento caía 0,24%, a R$ 5,328.

Os mercados asiáticos encerraram majoritariamente em alta, enquanto na Europa as bolsas operavam em elevação, com foco na decisão de política monetária do Fed na próxima semana. Os investidores europeus também seguem atentos às negociações lideradas pelos EUA para encerrar o conflito na Ucrânia.

Outros cenários

Os preços do petróleo se mantinham estáveis, com investidores monitorando as chances de um cessar-fogo na Ucrânia e os indícios de um crescente excedente global. Já as cotações do minério de ferro na China fecharam em queda, atribuída ao aumento das remessas marítimas de fim de ano e à fraca demanda chinesa.

Esses cenários e perspectivas internacionais refletem diretamente nos mercados e influenciam a tomada de decisões por parte dos investidores. O desfecho das reuniões do Fed e as repercussões nas economias globais são fatores determinantes para a movimentação dos ativos nos próximos dias.

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