Nubank terá que mudar de nome: o que acontece com o “banco que não é banco”?

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Fintechs terão que mudar nomes com termos bancários

Uma resolução do Banco Central exigindo que instituições financeiras sem status de banco deixem de usar termos como “Bank”, “Banco” ou “Banking” em suas identificações e publicidades deve afetar cerca de 15 a 20 empresas, incluindo o conhecido Nubank. O processo de mudança deve ser realizado em até um ano, com prazo para apresentação de projeto em 120 dias.

De acordo com o sócio-fundador da TM20 Branding, Eduardo Tomiya, a medida terá impacto maior sobre as fintechs menores e mais recentes, podendo beneficiar, indiretamente, os grandes bancos. No entanto, empresas consolidadas como o Nubank, que já possuem confiança e reconhecimento no mercado, não devem ser tão afetadas pela mudança de nome.

Valor da marca e atributos que influenciam os consumidores

Tomiya destaca que a solidez financeira, um atributo tradicionalmente relevante para os consumidores, tem perdido espaço para características como agilidade, tecnologia e menos burocracia. Segundo o especialista, o Nubank se destacou justamente por oferecer esses diferenciais, o que torna o fim do uso do termo “Bank” menos impactante para a marca.

Preferências dos consumidores em relação às marcas

Uma pesquisa realizada pela TM20 Branding e Brazil Panels, com 500 consumidores em cinco regiões do Brasil, revelou que a confiança na marca, atendimento próximo e acolhedor, e facilidade de uso do aplicativo são os principais atributos que influenciam na escolha de uma marca. A solidez financeira não apareceu entre os nove mais importantes para os entrevistados.

Impacto da medida do Banco Central

A decisão do BC deve incentivar algumas fintechs a buscar a transformação em bancos para se adequarem às regras vigentes. Para as empresas que ainda estão em desenvolvimento, a mudança de nome pode representar um desafio, mas, segundo especialistas, é uma medida legítima, considerando que essas instituições não são oficialmente bancos.

Respostas das instituições financeiras afetadas

Algumas empresas já iniciaram a avaliação da determinação do Banco Central. O Nubank informou que está analisando a nova orientação e reafirmou seu compromisso em respeitar a regulamentação vigente. Já o Stark Bank destacou que sempre atuou em conformidade com as regras do sistema financeiro. Outras empresas contatadas não se manifestaram sobre a medida.

Críticas à norma do BC

Apesar da intenção de proteger os consumidores, a proibição do uso dos termos “Bank” e “Banco” tem sido alvo de críticas. Alguns especialistas apontam que a medida pode gerar confusão e abrir brechas para práticas irregulares. Há quem sugira diretrizes mais rígidas para as estruturas BaaS (Bank as a Service) como alternativa para garantir transparência e segurança aos usuários.

Com a mudança iminente no cenário das fintechs em relação à nomenclatura, o mercado financeiro brasileiro passa por novos desafios e ajustes regulatórios que impactam diretamente as estratégias comerciais e de branding das empresas do setor.

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