Agricultura pressiona ações da BBAS3 no 3º trimestre: analistas reduzem projeções e buscam prever melhoria futura.

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Banco do Brasil (BBAS3) enfrenta pressão do agronegócio no 3T e reduz projeções

O Banco do Brasil (BBAS3) divulgou resultado do terceiro trimestre com lucro líquido ajustado de R$ 3,785 bilhões, representando uma queda de 60,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O retorno sobre o patrimônio líquido fechou em 8,4%, o menor nível desde 2016.

O índice de inadimplência, impulsionado principalmente pelo agronegócio, subiu para 4,93% no terceiro trimestre. O custo de crédito alcançou R$ 7,9 bilhões devido à deterioração da qualidade de crédito em todos os segmentos.

A carteira de empréstimos do Banco do Brasil teve uma queda de 1% em relação ao trimestre anterior. A receita líquida de juros ajustada ao risco caiu 8%, enquanto os serviços apresentaram desempenho fraco, parcialmente compensado pela contenção das despesas operacionais.

Perspectivas para o Banco do Brasil e recomendações de analistas

Diante do cenário do banco, as projeções foram revisadas, elevando a faixa do custo de crédito para R$ 59–62 bilhões e reduzindo a projeção de lucro líquido ajustado para R$ 18–21 bilhões. Analistas aguardam sinais claros de melhora antes de recomendar a compra de ações do BBAS3.

A Genial Investimentos destaca que a recuperação do banco depende da renegociação e sanear da carteira rural, o que poderia destravar valor a partir de 2026. Ainda assim, a recomendação é de manutenção, com preço-alvo de R$ 24,00, com potencial de valorização de 5,3%.

A XP e o Itaú BBA têm recomendação neutra para as ações do Banco do Brasil, enquanto aguardam por sinais mais claros de recuperação. O Goldman Sachs também mantém recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 22,80.

Conclusão

O Banco do Brasil enfrenta desafios no cenário atual, com pressão do agronegócio e redução de projeções para o restante do ano. Analistas esperam por uma melhora gradual nos fundamentos e rentabilidade, principalmente com a normalização do ciclo de crédito rural. No entanto, a recomendação atual é de cautela, aguardando por sinais concretos de recuperação antes de investir no BBAS3.

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